Contextualização

"The only reality is mind and observations, but observations are not of things. To see the Universe as it really is, we must abandon our tendency to conceptualize observations as things." [ ...] "The Universe is immaterial — mental and spiritual. Live, and enjoy". The Mental Universe, by Professor Richard Conn Henry, July 2005, Department of Physics and Astronomy, Johns Hopkins University

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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Física Quântica e Espiritualidade


Física Quântica e as Ciências Contemplativas partilham uma base comum?

  A Física Quântica, a Espiritualidade e a nossa experiência de vida encontram-se intimamente ligados. Estes conceitos não são tão diferentes como normalmente se pensa, sendo por outro lado interdependentes. Mas afinal, o que é isto da Física Quântica?
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O que é a Física Quântica?
   A Física Quântica, é uma forma de ciência altamente especializada (e aparentemente estranha) que, ao contrário da Física Clássica, estuda, explora e explica a origem das coisas no mundo tangível.

Os físicos quânticos exploram a natureza da realidade começando no nível subatômico (invisível aos nossos olhos). Esse nível subatômico é atingido através da quebra das coisas físicas na sua forma mais pura e básica, de modo a descobrir a fonte da qual derivam.


A partir de um ponto de vista estritamente intelectual, a definição de Física Quântica e o trabalho dos físicos quânticos, pode parecer realmente complexo. Porém, quando nos tornamos conscientes e combinamos as conclusões reveladas pela Física Quântica, com o que os místicos, sábios, mestres e filósofos da antiguidade têm a dizer sobre a vida, chegamos à conclusão que a Física Quântica e as Ciências Contemplativas partilham uma base comum.


Fontes:
   

“Embracing Mind: the Common Ground of Science and Spirituality,” by Wallace, B. Alan & Brian Hodel (book review)

Principles of Contemplative Science, by Alan Wallace (download pdf)

Blog - Abundance and Happiness (Físicas Quânticas) - link

sábado, 5 de novembro de 2016

Ciências da Consciência segundo as Ciências Contemplativas - Introdução


B. Alan Wallace, um respeitado estudioso do budismo, propõe que as metodologias contemplativas do budismo e da ciência ocidental sejam integradas numa única disciplina: a ciência contemplativa. 

A ciência da consciência introduz métodos de investigação da mente por meio de técnicas budistas de meditação, como o shamatha (um método sofisticado para treinar a atenção). Assim como os cientistas fazem suas observações e conduzem as suas experiências com a ajuda da tecnologia, os meditadores têm testado suas próprias teorias com a ajuda de capacidades meditativas altamente desenvolvidas para a observação e a experiência. 
A ciência contemplativa proporciona um conhecimento mais profundo dos fenómenos mentais. A ciência contemplativa propõe uma perspetiva inovadora para expandir nossa capacidade de alcançar o autêntico bem-estar.


B. Alan Wallace com Dalai Lama na Suíça em 1979
B. Alan Wallace, no outono de 1989, iniciou um programa de estudos religiosos na Universidade de Stanford, onde se focou na ligação entre Budismo e ciências e filosofias ocidentais. Estes estudos estão intimamente relacionados com o seu papel como interprete e organizador das conferências "Mind and Life" com Dalai Lama. Em 1992, patrocinado pelo Instituto Mind an Life, que ajudou a fundar, viajou largamente pelo Tibete. 
Em 1995, completou a sua dissertação de doutoramento em treino atencional no Budismo Tibetano e a sua relação com as teorias modernas de  psicologia e fisiologia na atenção e na consciência.

Agora vive em California onde é o presidente e fundador do Instituto para Estudos de Consciência de Santa Barbara e ensina filosofia e meditação budista (ver CV).

B.Allen Wallace - bibliografia detalhada
B. Alan Wallace nasceu na Pasadena, Califórnia em 1950. Alan Wallace foi criado e educado nos Estados Unidos, Escócia e Suíça. Em 1968, entrou na Universidade da Califórnia em San Diego, onde em dois anos preparou-se para uma carreira na ecologia com um interesse secundário em filosofia e religião. no entanto, no seu terceiro ano de licenciatura na Universidade de Göttingen, no oeste da Alemanha os seus interesses mudaram no sentido da filosofia e religião começando a estudar Budismo e linguagem Tibetana na cidade de Dharamsala, Índia em 1971 durante 4 anos.
Em 1975, por requerimento de Dalai Lama, juntou-se à eminente escola de Budismo Tibetano, Geshe Rabten na Suíça. Ao longo dos quatro anos seguintes, continuou os seus estudos e ensinou filosofia Tibetana e meditação na Suíça, Itália, Alemanha, França e Inglaterra.
No final do ano 1979, iniciou uma série de quatro anos de retiros contemplativos, primeiramente na Índia, sob a direção de Dalai Lama e seguidamente em Siri Lanka e nos Estados Unidos.
Em 1984, após 13 anos de abstenção da educação ocidental, voltou a iniciar os estudos na Universidade Amherst para terminar a sua licenciatura onde estudou física, Sanskrit e fundações filosóficas da física moderna.