Contextualização

"The only reality is mind and observations, but observations are not of things. To see the Universe as it really is, we must abandon our tendency to conceptualize observations as things." [ ...] "The Universe is immaterial — mental and spiritual. Live, and enjoy". The Mental Universe, by Professor Richard Conn Henry, July 2005, Department of Physics and Astronomy, Johns Hopkins University

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

O Poder da Mudança - Desenvolvimento Pessoal

O conceito mudança (aplicada ao desenvolvimento pessoal) é bastante mais complexo que aquilo que está a pensar! 


Existem duas categorias de processos de mudança:


⟴Cognitivo/Experiencial

➵Elevação da Consciência - Esforços feitos pelo indivíduo na procura de novas informações e na procura de perceber e receber feedback acerca do comportamento problemático; 
➵Alívio Dramático - Aspetos afetivos da mudança envolvendo, muitas vezes, experiências emocionais intensas relacionadas com o comportamento problemático;
➵Reavaliação do Contexto - Considerações e avaliação por parte do indivíduo sobre como o comportamento afeta o envolvimento físico e social; 
➵Auto-Reavaliação - Reavaliação cognitiva e emocional dos valores por parte do indivíduo em relação ao comportamento problemático;
➵Libertação Social - Tomada de consciência, disponibilidade e aceitação do indivíduo de formas alternativas de estilos de vida, sem problemas, em sociedade.

⟴Comportamental/Envolvimento 

➵Contra-condicionamento - Substituição de comportamentos alternativos para o comportamento problemático;
➵Relações de Ajuda - Aceitação, confiança e utilização do suporte de outros significativos durante as tentativas de mudança;
➵Gestão de Reforços - Alteração das contingências que controlam ou mantêm o comportamento problemático;
➵Auto-Libertação/Libertação pessoal - A escolha do indivíduo e o seu comprometimento para mudar o comportamento problemático, incluindo a crença de que pode mudar;
➵Controlo de Estímulos - Controlo das situações, outros sujeitos ou causas que pode desencadear o comportamento problemático.




Se tem algo para mudar na sua vida, apresse-se ...     e mude-se a si próprio.



A mudança pode parecer assustadora, mas no fundo pode ser bastante libertadora e impulsionadora de novas mudanças. 

Assim, 

1) pense ativamente na mudança (fase contemplativa), 
2) passe aos preparativos para a mudança (fase de preparação)
3) inicie a mudança em si (fase de ação). 


Mas não se esqueça! Tal como as plantas, tem que ser regada, numa fase de manutenção. 

Com qual dos processos se identifica melhor? Por onde vai começar?


Fonte: ISPA – Instituto Universitário - Dissertação



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Física Quântica e Espiritualidade


Física Quântica e as Ciências Contemplativas partilham uma base comum?

  A Física Quântica, a Espiritualidade e a nossa experiência de vida encontram-se intimamente ligados. Estes conceitos não são tão diferentes como normalmente se pensa, sendo por outro lado interdependentes. Mas afinal, o que é isto da Física Quântica?
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O que é a Física Quântica?
   A Física Quântica, é uma forma de ciência altamente especializada (e aparentemente estranha) que, ao contrário da Física Clássica, estuda, explora e explica a origem das coisas no mundo tangível.

Os físicos quânticos exploram a natureza da realidade começando no nível subatômico (invisível aos nossos olhos). Esse nível subatômico é atingido através da quebra das coisas físicas na sua forma mais pura e básica, de modo a descobrir a fonte da qual derivam.


A partir de um ponto de vista estritamente intelectual, a definição de Física Quântica e o trabalho dos físicos quânticos, pode parecer realmente complexo. Porém, quando nos tornamos conscientes e combinamos as conclusões reveladas pela Física Quântica, com o que os místicos, sábios, mestres e filósofos da antiguidade têm a dizer sobre a vida, chegamos à conclusão que a Física Quântica e as Ciências Contemplativas partilham uma base comum.


Fontes:
   

“Embracing Mind: the Common Ground of Science and Spirituality,” by Wallace, B. Alan & Brian Hodel (book review)

Principles of Contemplative Science, by Alan Wallace (download pdf)

Blog - Abundance and Happiness (Físicas Quânticas) - link

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Neurociência Contemplativa

Dr. Richard J. Davidson
O doutor Richard J. Davidson é o melhor no seu trabalho inovador no estudo da emoção e do cérebro.

Amigo e confidente de Dalai Lama, é um especialista e palestrante altamente solicitado, liderando palestras sobre bem-estar em estágios internacionais como o World Economic Forum, onde serviu no Global Council on Mental Health.

Foi nomeado pelo jornal Time Magazine  uma das 100 pessoas mais influentes no Mundo em 2006.
Dr. Richard J. Davidson e Dalai Lama
A sua pesquisa é amplamente focada nas bases neuronais da emoção e do estilo emocional assim como em métodos para promover o florescimento humano, incluindo a meditação e práticas contemplativas relacionadas.

Os seus estudos têm vindo a ser efectuados em qualquer pessoa, não havendo excepção, desde o nascimento até à velhice. Em adição, conduziu estudos quer em indivíduos com desordens emocionais como por exemplo, desordens de ansiedade, humor e autismo, quer com indivíduos praticantes de meditação avançada com muitos anos de experiência.

A sua pesquisa utiliza uma variedade de métodos incluindo diferentes variedades de ressonância magnética, exames de Medicina Nuclear como a Tomografia de Emissão de Positrões (PET), electroencefalografia e métodos modernos genéticos e epigenéticos.


Livro do Dr. Richard J. Davidson e Sharon Begley
Davidson publicou centenas de artigos científicos e é o autor, assim com Sharon Begley, do bestseller do The New York Times “The Emotional Life of your Brain” publicado em 2012. Tem sido destaque em vários meios de comunicação, como por exemplo, The Today Show, ABC’s Nightline, National Public Radio, National Geographic Magazine, Time Magazine, entre muitas outras plataformas. 

Ao longo da sua carreira, publicou mais de 300 artigos e 80 capitulos/revisões e editou 14 livros.



domingo, 6 de novembro de 2016

Vacuidade: A verdadeira felicidade

A felicidade da liberdade é a felicidade mais alta: a felicidade da vacuidade
“Quando a mente compreende a vacuidade; quando a mente vê ou percebe a vacuidade; então ela mesma é vazia; porque quando a mente percebe ou vê a vacuidade, ela não vê nada que possa ser tomado como ‘bom’ ou ‘mau’; não há nada para ser agarrado como ‘positivo’ ou ‘negativo’ e assim então, a mente é vazia como um todo. 

Quando a mente é vazia, isso é a felicidade suprema, não há nenhuma felicidade que se aproxime tanto desta mais verdadeira e genuína felicidade da vacuidade. Esta é a felicidade da liberdade, quando a mente é completamente liberta de todas as coisas que têm poder sobre ela, que a influencia, que a apanha em armadilhas, que empurra seus botões e assim sucessivamente. Esta é a felicidade mais alta, a felicidade da vacuidade.” Ajahn Buddhadasa

Este tipo de vacuidade não exige muitos anos de treino e/ou experiência, pelo que, toda a gente tem na sua vida momentos de vacuidade, nem que seja momentos muito curtos, em que a mente está completamente livre.
Quando nos apercebemos realmente da vacuidade e quando percebemos o que verdadeiramente é, viramos a nossa vida em direção a essa mesma vacuidade e partimos para uma vida genuína e vazia, que está acima das condições mundanas. Aí começamos a compreender isto como uma felicidade mais alta e genuína.

Quando há egoísmo a mente não está vazia; quando não há nenhum egoísmo, a mente está vazia e livre.

O propósito de compreender a vacuidade e meditar sobre ela é livrar nossa mente de conceções erradas e aparências equivocadas, para que nos possamos tornar um ser completamente puro, ou iluminado. Neste contexto:
=> “conceção errada” refere-se a uma mente conceitual que se agarra aos objetos como se fossem verdadeiramente existentes; e 
=> “aparência equivocada” refere-se à aparência de existência verdadeira dos objetos. 

Conceções erradas são obstruções à libertação e aparências equivocadas são obstruções à omnisciência. 

Só um Buda abandonou ambas as obstruções.

 Fontes:


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Aceitação Vs Resignação - parte I

Aceitação não é resignação! Confuso?

Tais conceitos são muitas vezes confundidos, no entanto a sua essência é notoriamente distinta, como se pode comprovar pelo respetivo significado:
=> A primeira referida, aceitação, tem origem no termo latim "acceptatĭo", que significa aprovação, dar por certo/válido, consentimento ou receção de algo de forma voluntária e sem oposição. 
=> A segunda, resignação, constitui o acto de se submeter ao desejo de uma outra pessoa; de se ser submisso a ação do destino. Ao longo deste capítulo aprofundar-se-á estes dois conceitos, estabelecendo significados mais profundos, de maneira a permitir a sua desmistificação.

Para aqueles que olham para o mundo com uma perspetiva interventiva não é fácil falar de aceitação. A ideia de aceitar algo pode ser diretamente e erroneamente associada a conformismo, frustração, submissão e, consequentemente abatimento e desistência, ou seja, resignação. Esta atitude não é a forma como os humanos conceberam o mundo, nem a existência humana. Se a humanidade se tivesse resignado perante os obstáculos que tem vindo a enfrentar nunca teria sobrevivido enquanto espécie.

A aceitação tem que ser vista como etapa de um processo que compreende muitas outras etapas em direção à mudança e ao crescimento pessoal, assim conseguir-se-á interpretá-la como algo fundamental, até para a própria sobrevivência. Aliás, a aceitação é justamente considerada como um dos cinco ingredientes que explicam a sobrevivência e a sanidade mental de indivíduos que se confrontam com experiências profundamente dramáticas, já que esta é apenas uma etapa, um pequeno troço de caminho que é preciso percorrer para chegar aquilo que é próprio do Homem, ou seja, a transformação do mundo e da sua realidade e não a simples resignação.

O poder da aceitação - o poder da mudança.
Pode parecer paradoxal, mas para haver mudança tem que se começar por identificar os aspectos da experiência de cada um que não se pode mudar e, aceitá-los. Contudo, o caminho não termina aí, pois é justamente dessa aceitação que é possível identificar o que é possível mudar e, então, dirigir a jornada para metas muito mais realistas. Nesta perspetiva, a aceitação do que não se pode mudar permite parar de consumir tempo e energia com o que é infrutífero e dirigir a jornada para o que é passível de sofrer mudança e intervenção. Aceitar, torna assim os nossos esforços mais eficazes e é um excelente método de aprendizagem.

Controlo Vs Liberdade (o poder da aceitação => o poder da confiança)
Esta atitude é particularmente frutuosa para aqueles que vivem permanentemente a tentar controlar tudo, na expectativa de que nada corra de maneira diferente do planeado. Tal facto pode ser compreensível em algumas situações e, até desejável, mas é simultaneamente esgotante e faz perder a oportunidade de vivênciar experiências que poderiam proporcionar muito prazer e crescimento pessoal. 
Se os indivíduos não permitirem que a “corrente” os leve, se não confiarem na vida, não possibilitam a autoexperiência do que é novo, do que é surpreendente, do que é a sensação de liberdade que advém de não se ter a necessidade de controlar tudo e, no fundo, do que é a aventura e o mistério da vida.

E sobre resignação? Interessado? Leia mais aqui.

Fontes:
http://www.stopcancerportugal.com/2016/05/16/aceitacao-ou-resignacao/