Contextualização

"The only reality is mind and observations, but observations are not of things. To see the Universe as it really is, we must abandon our tendency to conceptualize observations as things." [ ...] "The Universe is immaterial — mental and spiritual. Live, and enjoy". The Mental Universe, by Professor Richard Conn Henry, July 2005, Department of Physics and Astronomy, Johns Hopkins University

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quinta-feira, 30 de março de 2017

Mindfulness e Neuroplasticidade

Existem vários artigos que correlacionam a temática do mindfulness e da neuroplasticidade. Dentro da elevada panóplia de artigos disponíveis sobre estas temáticas, um dos artigos mais inovadores é o seguinte: Meditation experience is associated with increased cortical thickness, de Sara W. Lazar et. al (2005). 
Resultado de imagem para meditation
Este artigo, reflete sobre o papel da meditação na alteração da espessura cortical. Desta forma, as diferenças na espessura cortical variam de acordo com os anos de experiência na meditação, uma vez que a idade e o controlo da nossa respiração são fatores que interferem nos mecanismos cerebrais. Também dependendo dos exercícios mentais a que nos sujeitamos, o nosso cérebro vai apresentar uma resposta característica e padronizada para esse mesmo exercício. Neste sentido, uma vez que a espessura cortical tende a diminuir com a idade, a meditação ajuda a que este decréscimo não se torne demasiado significativo, contribuindo para uma melhoria na nossa qualidade de vida. Em suma, a meditação vai ter impacto em diversas áreas do cérebro que são importantes para os diferentes processos sensoriais, tais como as áreas cognitivas e emocionais.

Este e outros temas vão ser abordados na nossa palestra! 


Visita o nosso link: https://www.facebook.com/events/1691920611105132/1700875290209664/?notif_t=admin_plan_mall_activity&notif_id=1490740762880564

Link do artigo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1361002/

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Neurociência Contemplativa

Dr. Richard J. Davidson
O doutor Richard J. Davidson é o melhor no seu trabalho inovador no estudo da emoção e do cérebro.

Amigo e confidente de Dalai Lama, é um especialista e palestrante altamente solicitado, liderando palestras sobre bem-estar em estágios internacionais como o World Economic Forum, onde serviu no Global Council on Mental Health.

Foi nomeado pelo jornal Time Magazine  uma das 100 pessoas mais influentes no Mundo em 2006.
Dr. Richard J. Davidson e Dalai Lama
A sua pesquisa é amplamente focada nas bases neuronais da emoção e do estilo emocional assim como em métodos para promover o florescimento humano, incluindo a meditação e práticas contemplativas relacionadas.

Os seus estudos têm vindo a ser efectuados em qualquer pessoa, não havendo excepção, desde o nascimento até à velhice. Em adição, conduziu estudos quer em indivíduos com desordens emocionais como por exemplo, desordens de ansiedade, humor e autismo, quer com indivíduos praticantes de meditação avançada com muitos anos de experiência.

A sua pesquisa utiliza uma variedade de métodos incluindo diferentes variedades de ressonância magnética, exames de Medicina Nuclear como a Tomografia de Emissão de Positrões (PET), electroencefalografia e métodos modernos genéticos e epigenéticos.


Livro do Dr. Richard J. Davidson e Sharon Begley
Davidson publicou centenas de artigos científicos e é o autor, assim com Sharon Begley, do bestseller do The New York Times “The Emotional Life of your Brain” publicado em 2012. Tem sido destaque em vários meios de comunicação, como por exemplo, The Today Show, ABC’s Nightline, National Public Radio, National Geographic Magazine, Time Magazine, entre muitas outras plataformas. 

Ao longo da sua carreira, publicou mais de 300 artigos e 80 capitulos/revisões e editou 14 livros.



sábado, 5 de novembro de 2016

Ciências da Consciência segundo as Ciências Contemplativas - Introdução


B. Alan Wallace, um respeitado estudioso do budismo, propõe que as metodologias contemplativas do budismo e da ciência ocidental sejam integradas numa única disciplina: a ciência contemplativa. 

A ciência da consciência introduz métodos de investigação da mente por meio de técnicas budistas de meditação, como o shamatha (um método sofisticado para treinar a atenção). Assim como os cientistas fazem suas observações e conduzem as suas experiências com a ajuda da tecnologia, os meditadores têm testado suas próprias teorias com a ajuda de capacidades meditativas altamente desenvolvidas para a observação e a experiência. 
A ciência contemplativa proporciona um conhecimento mais profundo dos fenómenos mentais. A ciência contemplativa propõe uma perspetiva inovadora para expandir nossa capacidade de alcançar o autêntico bem-estar.


B. Alan Wallace com Dalai Lama na Suíça em 1979
B. Alan Wallace, no outono de 1989, iniciou um programa de estudos religiosos na Universidade de Stanford, onde se focou na ligação entre Budismo e ciências e filosofias ocidentais. Estes estudos estão intimamente relacionados com o seu papel como interprete e organizador das conferências "Mind and Life" com Dalai Lama. Em 1992, patrocinado pelo Instituto Mind an Life, que ajudou a fundar, viajou largamente pelo Tibete. 
Em 1995, completou a sua dissertação de doutoramento em treino atencional no Budismo Tibetano e a sua relação com as teorias modernas de  psicologia e fisiologia na atenção e na consciência.

Agora vive em California onde é o presidente e fundador do Instituto para Estudos de Consciência de Santa Barbara e ensina filosofia e meditação budista (ver CV).

B.Allen Wallace - bibliografia detalhada
B. Alan Wallace nasceu na Pasadena, Califórnia em 1950. Alan Wallace foi criado e educado nos Estados Unidos, Escócia e Suíça. Em 1968, entrou na Universidade da Califórnia em San Diego, onde em dois anos preparou-se para uma carreira na ecologia com um interesse secundário em filosofia e religião. no entanto, no seu terceiro ano de licenciatura na Universidade de Göttingen, no oeste da Alemanha os seus interesses mudaram no sentido da filosofia e religião começando a estudar Budismo e linguagem Tibetana na cidade de Dharamsala, Índia em 1971 durante 4 anos.
Em 1975, por requerimento de Dalai Lama, juntou-se à eminente escola de Budismo Tibetano, Geshe Rabten na Suíça. Ao longo dos quatro anos seguintes, continuou os seus estudos e ensinou filosofia Tibetana e meditação na Suíça, Itália, Alemanha, França e Inglaterra.
No final do ano 1979, iniciou uma série de quatro anos de retiros contemplativos, primeiramente na Índia, sob a direção de Dalai Lama e seguidamente em Siri Lanka e nos Estados Unidos.
Em 1984, após 13 anos de abstenção da educação ocidental, voltou a iniciar os estudos na Universidade Amherst para terminar a sua licenciatura onde estudou física, Sanskrit e fundações filosóficas da física moderna.